Como esta calculadora chega ao seu custo semanal
O valor que aparece no topo não é uma média nacional. Ele é montado a partir das escolhas que você faz nos blocos acima, e cada uma entra no total com um peso próprio.
Moradia, o item que mais mexe no resultado
A moradia costuma responder pela maior fatia do orçamento de um estudante na Austrália, e é onde as diferenças entre cidades ficam mais visíveis. A calculadora cruza três informações: a cidade (Sydney, Melbourne, Brisbane, Perth, Adelaide, Canberra, Hobart ou Darwin), a localização (subúrbio ou CBD, a região central) e o tipo de acomodação (homestay, sharehouse, apartamento de um quarto ou residência estudantil).
O que isso muda na prática: um sharehouse em bairro afastado de Sydney entra na conta a AUD 380 por semana, e o mesmo tipo de moradia no CBD entra a AUD 450. Em Perth, o sharehouse de subúrbio entra a AUD 260. É a mesma pergunta com três respostas bem diferentes, e é por isso que perguntar "quanto custa morar na Austrália" sem dizer a cidade não leva a lugar nenhum.
O que compõe o restante
- Transporte
- Bicicleta, transporte público, carro próprio e Uber ou táxi entram separados, cada um com a frequência que você marcar (nunca, raro, às vezes ou sempre). Quem combina transporte público com bicicleta gasta bem menos do que quem mantém carro.
- Comida
- Separa o que você cozinha em casa (padrão básico, médio ou premium) do que você come fora, e conta café, almoço e jantar fora por dia da semana. Comer fora é o gasto que mais escapa do controle de quem acabou de chegar.
- Serviços
- Academia, celular, internet e as demais assinaturas recorrentes.
- Lifestyle
- Lazer, viagens curtas e o que não cabe nas categorias acima.
Morar perto ou morar barato
A escolha entre CBD e subúrbio raramente é só sobre aluguel. Morar no centro custa mais por semana, mas encurta ou elimina o deslocamento, e quem mora longe costuma trocar a economia do aluguel por passe de transporte, tempo de viagem e mais refeições compradas na rua. Vale simular as duas versões aqui: mude só a localização, mantenha o resto igual e compare o total anual. Em cidade onde a diferença de aluguel entre subúrbio e centro é pequena, o transporte pode anular a economia; onde ela é grande, morar longe continua compensando mesmo pagando o passe todo mês.
O que não entra nesta conta
A calculadora estima o custo de viver na Austrália, e só isso. Ficam de fora três despesas grandes que todo intercambista tem: a mensalidade do curso, que varia muito por escola e por tipo de programa, a taxa do pedido de visto, paga uma vez ao Department of Home Affairs, e o seguro saúde obrigatório para estudantes, o OSHC, exigido pelo governo para toda a duração do visto. Também ficam de fora os gastos de instalação dos primeiros dias, como caução do aluguel, colchão, roupa de cama e chip de celular, que costumam consumir boa parte do dinheiro do primeiro mês.
De onde vêm os números
A base de referência é o comparador oficial de custo de vida do Study Australia, do governo australiano, na versão de novembro de 2025, reconferida em agosto de 2026. A conversão para reais parte de uma cotação de referência de R$ 3,64 por dólar australiano, que você pode trocar pelo câmbio do dia.
Trate o resultado como linha de base de planejamento, não como orçamento fechado: bairro, estação do ano, hábitos pessoais e câmbio empurram o número para os dois lados. Para cruzar esse custo com quanto dá para ganhar trabalhando, veja a calculadora de salário na Austrália. Para o valor que o governo exige que você comprove no pedido de visto, veja a calculadora de comprovação financeira.
